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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

O perdão alivia o coração, mas não apaga o erro

Perdoar nem sempre significa a retomada de tudo como era, do amor como já foi um dia, da amizade tal como nos parecia inabalável. Ninguém nem nada permanece igual após ser alvejado pela carga avassaladora das decepções, da quebra de promessas, da traição, da falsidade, da maldade enfim. Humanos que somos, será inevitável errarmos e sermos vítimas de equívocos alheios. Errar faz parte da natureza humana, sendo extremamente útil em nosso aprimoramento pessoal, no fortalecimento de nossas convicções e em nossa busca pela realização dos sonhos que acalentamos diariamente. Depararmo-nos com erros nossos ou de outrem será algo constante em nossas vidas; caberá a nós encontrar a melhor maneira de lidar com isso tudo em nosso favor.

Reconciliação na Família

Não quero que António Costa seja pai dos meus netos

Onze horas de escola para os nossos filhos? Faz-me pele de galinha sempre que o Estado se candidata a zelador da família, substituindo-se a ela. Queria dizer ao senhor primeiro-ministro que não quero que seja pai dos meus filhos. Nem mãe. E de caminho digo o mesmo ao ministro da Educação. Escrevi-o em Abril de 2002, quando Durão Barroso acabou com as pausas letivas a meio dos períodos escolares, e repito-o em 2016, já com netos, a António Costa. Porque agora, como então, faz-me pele de galinha sempre que o Estado decide candidatar-se ao posto de zelador da família, substituindo-se a ela. De que é que estou a falar? Do anúncio de que o Governo pretende alargar a possibilidade de permanência na escola dos alunos até ao 9.º ano por um período de, nada mais nada menos do que onze horas por dia. Por outras palavras a quase totalidade do tempo em que permanecem acordados. A notícia recebeu o aplauso das associações de pais, e provavelmente de muitos pais, mesmo não associados, sem entenderem, j…

Papa ouve casal de recasados que comunga “através dos necessitados”

Francisco ouviu emocionado os testemunhos de dois casais, um jovem deficiente motor e uma mãe solteira que sentiu várias vezes a tentação de abortar, mas “graças a Deus” não o fez.


O Papa Francisco foi acolhido esta segunda-feira na cidade de Tuxtla Gutiérrez pelas palavras de vários representantes das famílias que encheram o estádio para o ver. O Papa ouviu emocionado os quatro testemunhos de pessoas que vieram directamente das “periferias” de que Francisco tanto fala. O primeiro a tomar a palavra foi Manuel, um jovem de 14 anos em cadeira de rodas a quem, aos cinco anos, foi diagnosticada distrofia muscular, “a minha capacidade especial”, como o descreve. “Tenho muta fé e cresceu a minha esperança”, disse o jovem, “sei que Deus me abençoou com esta capacidade especial. Confio nele. E se for sua vontade me dará saúde física”. Manuel explicou como sai à rua na sua cadeira de rodas para tentar evangelizar os jovens e pediu a Francisco que reze muito pelos jovens mexicanos. “Há muita violênc…

«Que tristeza! Perdão, irmãos!»: Papa critica tentativa de uniformizar cultura e reitera que família é essencial

O papa celebrou esta segunda-feira a missa com as comunidades indígenas de Chiapas, no México, tendo lamentado e pedido desculpa pela exploração e o menosprezo a que foram votadas ao longo dos séculos por parte dos colonizadores. «Muitas vezes, de forma sistemática e estrutural, os vossos povos acabaram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideram inferiores os vossos valores, a vossa cultura e as vossas tradições. Outros, fascinados pelo poder, o dinheiro e as leis do mercado, espoliaram-vos das vossas terras ou realizaram empreendimentos que as contaminaram. Que tristeza! Como nos seria útil a todos fazer um exame de consciência e aprender a pedir perdão! Perdão, irmãos!», declarou. Na celebração que decorreu em San Cristóbal de Las Casas, Francisco criticou a «cultura do descarte» que procura consolidar uma visão única do mundo, e que para esse efeito procura eliminar as multiformes expressões de pensamento e expressão artística que estiveram na origem e na identidade …

Relógio da Família: revitalizar o matrimónio

Iniciativa desenvolvida por elementos da CVX pretende munir casais de ferramentas que os ajudem a avivar o seu projecto de família. Encontram-se abertas as inscrições para o "Relógio da Família", iniciativa dirigida a casais e a decorrer em dois fins-de-semana na Casa da Torre (Soutelo), Centro de Espiritualidade e Cultura. De acordo com a organização, o "Relógio da Família" é uma ferramenta a pensar nos casais e no seu matrimónio. "O amor na sua forma de «relação doméstica», só por si, não dará nem segurança e muito menos futuro. Lembre-se por isso que a segurança de pouco lhe serve; é como a beleza, passa com a idade.

Namorados...

Viver em Estado de Amor

Respirar, viver não é apenas agarrar e libertar o ar, mecanicamente: é existir com, é viver em estado de amor. E, do mesmo modo, aderir ao mistério é entrar no singular, no afetivo. Deus é cúmplice da afetividade: omnipotente e frágil; impassível e passível; transcendente e amoroso; sobrenatural e sensível. A mais louca pretensão cristã não está do lado das afirmações metafísicas: ela é simplesmente a fé na ressurreição do corpo.  O amor é o verdadeiro despertador dos sentidos. As diversas patologias dos sentidos que anteriormente revisitámos mostram como, quando o amor está ausente, a nossa vitalidade hiberna. Uma das crises mais graves da nossa época é a separação entre conhecimento e amor. A mística dos sentidos, porém, busca aquela ciência que só se obtém amando.

O Amor

Estou a amar-te como o frio corta os lábios. A arrancar a raiz ao mais diminuto dos rios. A inundar-te de facas, de saliva esperma lume. Estou a rodear de agulhas a boca mais vulnerável A marcar sobre os teus flancos o itinerário da espuma Assim é o amor: mortal e navegável.

A Noite Abre Meus Olhos

Caminhei sempre para ti sobre o mar encrespado na constelação onde os tremoceiros estendem rondas de aço e charcos  no seu extremo azulado  Ferrugens cintilam no mundo,  atravessei a corrente  unicamente às escuras  construí minha casa na duração  de obscuras línguas de fogo, de lianas, de líquenes  A aurora para a qual todos se voltam  leva meu barco da porta entreaberta  o amor é uma noite a que se chega só 

Quero dizer…

Quero dizer que te amo! Perpetuar no tempo este meu sentimento, Eternizá-lo! Para que não hajam incertezas ou dúvidas Quero escrever esta verdade! Parecendo que o nosso amor que não é quase nada E que é quase tudo não terá fim… Por isso, escrevo-o e torno a poesia mais bela e desmedida!

A Estrada Branca

Atravessei contigo a minuciosa tarde  deste-me a tua mão, a vida parecia  difícil de estabelecer acima do muro alto  folhas tremiam  ao invisível peso mais forte 
Podia morrer por uma só dessas coisas  que trazemos sem que possam ser ditas:  astros cruzam-se numa velocidade que apavora  inamovíveis glaciares por fim se deslocam  e na única forma que tem de acompanhar-te  o meu coração bate