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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2011

Carta ao professor de seu filho...

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado. Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada. Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso. Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales. Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram. Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando estiver …

Pais, sejam referência para os vossos filhos!

Muitas são as coisas a fazer em casal. Educar é uma delas. Mas educar é uma pergunta, cheia de surpresas e de novidades inesperadas, constantes e em permanente actualização. Poder-se-á fazer um tratado sobre educação e os seus dinamismos. Mas, para os pais educar será sempre essa pergunta sem resposta imediata e fácil. Educar é uma arte que se vai apurando com o tempo. Mas a verdadeira e profunda educação acontece quando os educadores se tornam a referência e modelo dos seus educandos. A constância no dever, a luta pelo valor da dignidade familiar, a vida em doação mútua, a partilha das alegrias e das mágoas, o aprofundamento da confiança, a busca da verdade, o permanecer na esperança apesar de todos os desesperos e frustrações do mundo… constitui autenticidade à vida. No dia 17 de Setembro, aos participantes do 22º Dia Mariano da Família, realizado no santuário de Torreciudad, província espanhola de Huesca, Bento XXVI incentivou os esposos a “não desanimar em seu empenho de ser referê…

A Família é sujeito da missão da Igreja

Bento XVI, na sua viagem a Ancona, cidade costeira onde culminou o 25º Congresso Eucarístico Nacional Italiano, propôs uma mudança de mentalidade: é necessário que a família não seja apenas objecto mas acima de tudo sujeito da missão pastoral da Igreja. Bento XVI pediu que se supere "uma visão redutora da família, que a considera como um mero destinatário da acção pastoral". O papa reconheceu que "neste momento difícil", a família "precisa de atenção particular. "A família é riqueza para os esposos, bem insubstituível para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para o caminho da Igreja", disse. Por isso, na Igreja, "valorizar a família significa reconhecer a sua importância na actividade pastoral".

O namoro deve ser um “caminho de fé”: não temer o casamento

O Papa Bento XVI celebrou um emotivo encontro com jovens casais de namorados na Praça do Plebiscido, em Ancona, dia 11 de setembro de 2011. Ao dirigir-se aos namorados, Bento XVI convidou-os a considerar o namoro como “um itinerário de fé” e a não ter medo de assumir as responsabilidades que o matrimónio cristão implica. “A Eucaristia – disse o pontífice –, dom de Cristo para a salvação do mundo, indica e contém o horizonte mais verdadeiro da experiência que vocês estão a viver: o amor de Cristo como plenitude do amor humano”. “A experiência do amor tem dentro de si a tensão para Deus”, disse. Ele pediu que os jovens façam do tempo de preparação ao casamento “um itinerário de fé”. “Redescubram em sua vida de casal a centralidade de Jesus Cristo e do caminhar na Igreja”. “Não descuidem da importância vital deste encontro; da Eucaristia brota o sentido cristão da existência e uma forma nova de viver”. “Não tenham medo de assumir a comprometida responsabilidade da eleição conjugal; não temam …

O que resta do Pai?

«O que resta do Pai?», pergunta-se o psicanalista Massimo Recalcati no seu oportuníssimo estudo sobre a paternidade na época pós-moderna. A preocupação que partilha com os leitores é esta: resta muito pouco. E para classificar os tempos que correm ele recupera uma expressão de Jacques Lacan: «a evaporação do pai». De facto, a nossa cultura tem praticado, com razões mas sem razão, uma demolição sistemática da figura do pai. O pai deixou de ser referência de valor para avaliarmos o sentido, para delinearmos a fronteira do bem e do mal, da vida e da morte. Vivemos muito mais uma suspeita permanente em relação ao que o pai representa ou mergulhados num luto obsidiante, promovendo o desencanto e a incerteza ao estatuto de novas formas de felicidade (e de ilusão). O que defende Recalcati é que a figura do pai precisa de ser recuperada.   Mas não basta reabilitar socialmente a paternidade: temos também de ousar purificar criticamente determinadas imagens paternas. Por exemplo, um dos clássic…

Corresponsabilidade e correcção fraterna em família [Mt 18, 15-20]

A família cristã edifica-se sob a corresponsabilidade mútua: ou seja, cada um dos seus membros deve saber responder por todos. Cada um é sentinela e guardião do outro. O exemplo típico desta corresponsabilidade traduz-se naquilo a que chamamos correcção fraterna. A propósito da correcção fraterna, com base no texto do Evangelho [Mt 18, 15-20], apresento estas observações: 1.Ser guardião ou sentinela não significa comportar-se como policia, espia ou detective da privacidade do irmão;
2."Se teu irmão te ofendeu…": em primeiro lugar é preciso apurar a culpa. E ver de que culpa se trata. O irmão não te ofende contra ti só por não ter as mesmas ideias que tu, por não partilhas as tuas simpatias ou antipatias, ou por não se alistar nas tuas causas. Ao irmão não se pode repreender pela culpa de ser diferente, por ter uma cara diferente da tua.
3.Os papéis nunca estão definidos, mas resultam sempre em intercâmbio. Por isso não podes reivindicar o direito de criticar o outro, se não lhe …

Educação Cristã: Ano lectivo dedicado à Família

Uma disciplina que privilegie o tema família e a tenha como mote orientador de toda o seu ano lectivo é por demais importante destacar e divulgar. Sim, é verdade, o plano de actividades da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) do próximo ano lectivo vai privilegiar a família, enquanto “instituição basilar” de uma sociedade que ameaça “desagregar-se com a crise”.
De facto, não é comum nem é consensual dar tempo escolar ao assunto "família". Fala-se muito da importância e do papel imprescindível que os pais, de forma isolada, têm na educação dos filhos, mas não se fala da família, e tudo o que esta palavra significa, como lugar por excelência da educação e da aprendizagem da vida e dos seus valores mais estreitos e necessários para uma humanidade verdadeira.
Falar ou educar para o valor família é então não somente um dever mas acima de tudo uma necessidade primordial na construção da sociedade civil. Um sociedade que se edifica a partir das suas células e lhes…